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sabonete phebo

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O desafio da semana passada no BEDA foi fazer um post relembrando um blog que marcou minha trajetória, o que é a deixa perfeita pra eu contar uma história mais recente do meu retorno aos blogs.

Na minha home antiga eu contei sobre como ler coisas na internet hoje em dia tá um saco. A experiência de leitura foi pro caralho, até nos portais que antes prezavam pela qualidade de leitura (ei povo do medium eu to falando de vcs!!!).

Em algum momento do ano passado a joana já vinha me falando do movimento slow web e eu já vinha muito irritado com o formato das coisas na internet, esse gancho eterno de atenção tava me deixando maluco

E aí aconteceu de eu cair no post Sabonete Phebo: O último resquício de civilização em um mundo de barbárie , escrito em 2015. Gente, minha vontade era deitar no chão e chorar kkkkkkkk

Sabe aquela história que se você jogar um sapo na água fervente, ele vai pular fora. Mas se você colocar o sapo na água fria e aquecer gradativamente, o sapo eventualmente vai morrer ali por não perceber a variação de temperatura até que não dê mais pra pular? Então, me senti como esse sapo cozido aos poucos. A internet moderna foi piorando tanto gradativamente que quando eu li esse post eu me lembrei de como a internet era uma experiência completamente diferente.

Esse texto entrega tudo. Teorias absurdas, sarcasmo e humor esquisito. Um fragmento de uma outra época da internet, que me fez lembrar o tanto que a gente perdeu.

Pouco tempo depois, virou o ano e eu criei meu humilde bloguinho. Depois de uns meses, acertei a constância e estou aqui me divertindo horrores com isso tudo. Eu pulei da água quente antes que a internet moderna acabasse com o que resta dos meus poucos neurônios, e estamos aqui fazendo o post de número #81. Agora se me dão licença, vou tomar um banho e mastigar um sabonete Phebo pra celebrar! Um abraço. Fique com alguns destaques do post original:

O homem ao meio da selvageria apega-se ao último sinal de refinamento como uma criança aperta contra o peito seu bichinho de pelúcia favorito.

Os sabonetes Phebo são uma viagem no tempo, são o cheiro de avós, uma homenagem à tradição. O tipo de sabão que ultrapassa a pele e limpa até a alma.

Eu não vou julgar se, na intimidade do box embaçado, você abrir a boca e morder o Phebo. Morde, vai. Mastiga. Sob efeito do Phebo, você se transporta dessa miséria, do aluguel, dos boletos de contas empilhados (...)

Mas para o Phebo ser considerado um real agente da civilização ele não deveria oferecer algo além do que más línguas reduziriam apenas como “um cheirinho de gente velha”? Pois ele oferece. O crescimento desenfreado da população é a principal ameaça ecológica e econômica dos nossos tempos (...)

Post completo: Sabonete Phebo: O último resquício de civilização em um mundo de barbárie