Passarinhos pretinhos bicudinhos
Porém naquela altura a gente gostava mais das palavras desbocadas.
Tipo assim: Eu queria pegar na bunda do vento.
O pai disse que o vento não tem bunda.
Pelo que ficamos frustrados.
Mas o pai apoiava a nossa maneira de desver o mundo que era nossa maneira de sair do enfado.
A gente não gostava de explicar as imagens porque explicar afasta as falas da imaginação.
A gente gostava dos sentidos desarticulados como a conversa dos passarinhos no chão a comer pedaços de mosca.
Certas visões não significavam nada mas eram passeios verbais.
- Manoel de Barros, em O menino do Mato.
E aí, de boa?
Hoje eu quero compartilhar umas fotos que fiz desses passarinhos, que até então eu tinha batizado de passarinhos pretinhos bicudinhos, até descobrir que o nome é Tapicuru. Também é comum chamá-lo de maçarico-preto.
Era o último dia dessa viagem e eu tinha levado a câmera pra curtir o pôr do sol e se pá fazer umas fotos.
Aí eles apareceram pra fazer uma visita. Ficaram um tempo bebendo uma águinha doce, trocando uma ideia suave na beira da praia. Depois eles posaram um pouco pras fotos e depois partiram pra fazer as coisinhas de passarinhos deles.
A lente que eu estava era a RF 75-300mm f/4-5.6, então deu pra pegar um zoom legal e fotgrafar de longe. Segue as 📸:










As últimas fotos são os mesmos passarinhos indo embora. Se quiser pegar alguma de papel de parede, você pode baixar em alta resolução no unsplash 🤝