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The Mastermind (2025): na minha vez, deus vai me usar de exemplo

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e aí, de boa?

Estamos acostumados com filmes e séries de "Heist", aqueles onde os protagonistas realizam um roubo muito foda, com tudo planejado, com saídas pra todas as coisas que podem acontecer de errado.

casa de papel

Porém The Mastermind é de uma outra forma. Eu poderia dizer que o protagonista é meio burrinho, mas é que na verdade não é nem isso.

Sinopse: Em 1970, Mooney e dois colegas entram em um museu em plena luz do dia e roubam quatro pinturas. Quando guardar a arte se mostra mais difícil do que roubá-la, Mooney é relegado a uma vida em fuga.

Ele é só um cara normal com a ideia de roubar um museu. E como pessoas normais, muitas vezes a gente subestima a complexidade de certas tarefas. Eu gostei do filme justamente pelo olhar realista e essa desconstrução dos filmes de Heist.


Se a gente pensar pra além da trama principal, eu consegui pescar um certo viés de classe na mentalidade do protagonista.

Veja, o protagonista é filho de uma família rica, com um pai juiz que o enxerga como um fracassado e vive comparando ele com o seu irmão bem sucedido.

Posso fazer uma rápida correlação com o Quem vai te amar quando você não for mais útil?, pois tal como Kafka, o valor dele pra família partia da utilidade, e ele não conseguia suprir isso.

E aí ele parte desse desejo de ser bem sucedido aos olhos da famíia e e começa a planejar o roubo do museu. Note que o desejo do roubo vem por ego. Não é questão de necessidade material imediata.

E aí tem o outro ponto: O PRIVILÉGIO DE GÊNERO assegurado pela proteção das mulheres em volta.

Mesmo o cara sendo muito burro e tomando as piores decisões, ele não se lasca sozinho. Ele arrasta as mulheres da vida dele junto. A mãe emprestou dinheiro escondido do pai pra ele, e a esposa acabou sendo detida e interrogada também (e posteriormente deixada pois ele precisou fugir).

Além disso, ele passa boa parte do filme "achando que vai dar certo", que vai conseguir enganar a polícia.

Se a gente traçar um paralelo com Thelma & Louise, dá pra perceber a diferença do privilégio de gênero, pq Thelma & Louise não terceirizam a culpa pra ninguém, nem tentam se convencer que vão conseguir sair ilesas da situação.

Talvez dê pra interpretar isso como o protagonista ter sido mimado a vida toda, nunca ter sido punido por nada, e nunca de fato ter encarado as consequências das suas ações.

Acho que a mensagem mais interessante que fica pra mim seria: Tem que pessoas que podem se dar ao luxo de serem displicentes, porque sabem que alguém vai assumir o B.O quando der ruim.

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Uma parte engraçada: O pai e o filho assistindo o crime no jornal, e pai diz que é uma bobagem terem roubado essas artes abstratas pois não tinham valor nenhum kkkkk

AINDA POR CIMA O ANIMAL NEM PRA ROUBAR DIREITO KKKKK

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Ah, antes que eu me esqueça, eu gostei bastente do casal de protagonistas:

#filmes