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terminei o livro Catedrais

a verdade que nos é negada dói até o último dia.

(parte 1 aqui)

(sem spoilers)

eai meu povo, de boa?

terminei o livro Catedrais, da Claudia Piñeiro. Vim trazer algumas impressões, mas vou precisar ser bem breve pra não dar nenhum spoiler kkkk

eu curti demaisssssss o romance. tem uma premissa central muito bem entregue, e acho muito bom quando o livro consegue entregar bem aquilo que se propôs.

no livro existe uma troca de cartas entre a filha que mora em santiago de compostela e o pai que mora na argentina. por questões familiares complicadas, eles só se comunicam assim e de forma muito limitada acerca de temas mundanos.

uma interação que achei muito bonita foi quando a filha, há muito tempo fora, não se lembrava do nome da algumas flores no espanhol argentino. esse tema dialoga com como a linguagem constrói o nosso ser, e como nos sentimos "menos a gente" quando não conseguimos expressar nomes de coisas, sentimentos, etc na nossa língua nativa. e por língua nativa eu também incluo dialetos, então por exemplo, se lembrar e usar os termos que nossa família usava no passado etc. veja esse texto relacionado com isso

a forma narrativa é muito interessante. são 6 partes no livro, onde cada parte é um narrador contando sua parte da história. cada parte complementa a parte anterior, então vamos recebendo os detalhes da história pouco a pouco, mas de um jeito muito envolvente. eu gosto quando o livro tem múltiplos narradores assim, porque ver a história diante de múltiplas perspectivas adiciona um dinamismo muito interessante, tipo aquele filme Rashomon, sabe?

e os conflitos internos católicos, então? o que se considera pecado, o que não, as negociações internas com deus, as barganhas... mas olha, eu vou ficando por aqui, não posso falar mais nada pra não estragar a sua experiência de leitura ahhaha

só posso contar que, lá da metade pra frente eu tava assim:

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e pra carta final eu tava assim:

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Um abraço pra você que leu até aqui. se animar ler, volte e me conte. Até!

#livros